inspiração à informação

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fotografia: P.H. Nuñez

“Jamais deixará de existir quem leve apenas a técnica em consideração e pergunte ‘como’, enquanto outros, de temperamento mais inquiridor, desejarão saber ‘por quê’. Eu, pessoalmente, sempre preferi a inspiração à informação.” (Man Ray)

“Citar fora do contexto é a essência do ofício do fotógrafo. Seu problema principal é bastante simples: o que deve incluir, e o que deve descartar-se? O limite dessa linha de decisão assinala as margens da fotografia. Enquanto o desenhista começa a trabalhar pelo centro da folha, o fotógrafo principia pela moldura.” (John Szarkwski)

Winnie Chitunda III

fotografia: P.H. Nuñez
assist. de fotografia: Amanda Lima; Dori Roque
beleza: Laila Santana
modelo: Winnie Chitunda

Finalmente terminei a edição do ensaio realizado com a Pernambucana e Angolana Winnie Chitunda. Para ver as outras fotos você pode clicar aqui e aqui.

Sérgio & Maira

fotografia: P.H. Nuñez
casamento: Sérgio & Maira
local: Praça do Carmo – Olinda/PE

É tão bom quando fotografo casamento de amigos. Eu conheço Maira a mais tempo do que o Sérgio. Poder acompanhar os dois até a decisão de casar foi muito bom e engraçado. E nada fugiu dessa esfera de alegria misturado com uma sensação de paz incrível no dia do casamento.

A cerimônia e todo o casamento foi tudo muito ímpar. Tudo a cara dos noivos. A cerimônia foi realizada na Praça do Carmo em Olinda. A decoração ficou linda e muita gente compareceu. A recepção do casório foi Pipoca (tinha um carrinho de pipoca) e Algodão Doce (também tinha uma barraca). Foi muito bom.

As primeiras fotografias

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Vista da janela em Le Gras – Joseph Niépce (1826)

Quando hoje em dia fazemos uma fotografia digital com uma facilidade irrisória esquecemo-nos de como era complexo e moroso o processo fotográfico em tempos mais recuados. Afinal de contas tudo começou apenas há menos de 150 anos com esta imagem das traseiras da sua casa que Joseph Niépce conseguiu reproduzir de modo duradouro. Desde então, momentos pioneiros têm marcado a história da fotografia quer por razões técnicas, quer estéticas. O conjunto de imagens que aqui se reúnem são uma selecção de alguns desses momentos. São as primeiras do seu género.

Joseph Niépce, que era um químico, deve ter “inventado” a fotografia levado pelo seu espírito científico. Mais tarde este processo foi aperfeiçoado pelo seu contemporâneo Daguerre, um pintor que viu ali um meio artístico promissor. Foi ele quem teve o arrojo de realizar a primeira fotografia de nus, um género que era então comum na pintura.

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Dois nus de pé – Louis Daguerre (1839)

Nadar foi igualmente pintor antes de se tornar um dos mais famosos fotógrafos de Paris. Conseguiu este estatuto porque atraiu as maiores personalidades da época para o seu estúdio, onde as retratava. Mas Nadar deu início a um novo e arriscado género, a fotografia aérea. A bordo de um balão percorreu os céus de França e realizou centenas de chapas que, infelizmente, resistiram mal ao passar do tempo. Outros lhe seguiram as pisadas, como Wallace Black.

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Vista aérea de Boston – James Wallace Black (1860)

Embora seja um caso isolado, a primeira fotografia a cores é mais antiga do que se pensa. O seu autor foi James Clerk Maxwell. Ainda hoje não se sabe ao certo qual foi o processo químico que utilizou para reproduzir as cores.

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Fita de lã – James Clerk Maxwell (1861)

A primeira fotografia do espaço foi realizada em 1946 por uma câmara a bordo de um míssil V-2. Ao ascender a uma altitude superior a 100 km, o engenho permitiu fotografar distintamente a superfície curva da Terra recortada no fundo negro do céu e, embora a câmara tivesse ficado desfeita com a queda no solo, o filme contido no seu interior sobreviveu para nos revelar pela primeira vez estas fascinantes imagens.

A Terra vista do Espaço (1946)

E o interesse por este género continuou. Alguns anos mais tarde teríamos o privilégio e a emoção de ver pela primeira vez o nosso planeta inteiro e a cores graças a uma câmara montada na nave espacial americana Apollo 8. Estávamos no natal de 1968 e esta fotografia foi o mais belo presente da humanidade nesse ano.

O nascer da Terra (1968)

- artigo retirado de Obvious.

Denis Darzacq

Fotografias em queda-livre.

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fotografia: Denis Darzacq

Em março de 2006, uma série de protestos colocou a França sob as atenções de todo o mundo: jovens, em sua maioria, estudantes, foram as ruas com bombas caseiras, pedras e palavras de ordem para mostrarem sua insatisfação diante de leis parlamentares sobre o primeiro emprego. Na verdade, a aprovação da cláusula que permitia aos empregadores demitirem seus contratados sem necessidade de justificativa ou indenização, fora o estopim de uma revolta lentamente cozida por anos.

Entre os anos de 2005 e 2006, o fotografo francês Denis Darzacq dedicou-se a capturar imagens de jovens cujos corpos desenhavam uma queda livre enquanto os rostos estampavam expressões ordeiras e conformadas. Era essa a percepção do artista sobre o que observava: toda uma geração subaproveitada pelo sistema de ensino e mercado de trabalho, ignorados por uma sociedade onde as diferenças sociais só fazem acentuar ano a ano com uma economia estagnada e preconceitos culturais que ganham contornos cada vez mais nítidos.

Para Darzacq, na França alguém poderia cair do céu e ninguém na rua se importaria. O que se viu aqueles dias nas ruas de Tours, Orleans, Marselha ou Rennes, toda a violência e prisões que se transmitiu são uma mostra de que o espírito dos jovens franceses permanece indomável e incapaz de aceitar com docilidade que todos ao redor estejam indiferentes aos problemas que corroem o país; principalmente as minorias e as áreas mais pobres (onde se originaram os protestos).

As imagens da série, denominada La Chute renderam ao fotógrafo o primeiro prêmio da World Press Photo 2007 e estarão expostas até o dia 22 de novembro no Pavilhão Carré de Baudoin junto com mais 5 outros temas explorados pelo artista.

Não deixe de ver ao final do artigo o vídeo que mostra os bastidores da produção das incríveis fotografias de corpos em queda.

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Obvious

É um portal bastante interessante em que tem um conteúdo fotográfico muito bom e variado. Vale a pena conferir. Obvious.

Duane Michals

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“A maioria dos retratos são mentiras. As pessoas raramente são o que parecem ser. Especialmente em frente a uma câmara. Você pode me conhecer por toda a sua vida e nunca se revelar – mostrar seu interior – para mim. Interpretar rugas como personalidade é insulto não insight.”

Duane Michals – 1976

Parkour | Ensaio Fotográfico

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Fotografia: P.H. Nuñez
Modelo: M. Lyra
Produção: B. Melo

Esse é um projeto que estive desenvolvendo junto com dois amigos – Marcos Lyra e Bruno Melo – mas que infelizmente demos uma estacionada no projeto. Só queria registrar aqui que tô com saudades de passar a tarde junto com esses caras, fazendo loucuras, rindo, fotografando e pulando! Forte abraço.

Joshua Hoffine | Meio Bit

Minha gente, sem noção pra o trabalho desse cara – Joshua Hoffine -, é de arrepiar. Dá uma olhada no trabalho dele aqui.

E pra ‘descontrair’ e liberar um pouco a tensão – depois de ter visto um site desses – achei ontem o site chamado MeioBit.com que é bem legal, tem uma área só pra fotografia. Clique aqui.

Vibrant Photography

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fotografia: VIBRANT PHOTOGRAPHY

Vibrant Photography é Jonathan & Naomi, da Austrália. O fotógrafo principal é Jonathan e segundo a Bio no website, ele já trabalhou com vários fotógrafos renomados. Flickr; website e blog.

É simplesmente brilhante, não? Ah! também tem uma turma muito boa que se chama No Limit Pictures.

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Breve Reflexão

“Me interessa saber o que está dentro das almas das pessoas. Me interessa capturar o que elas verdadeiramente querem dizer, mas que com palavras não conseguem expressar.” (P.H. Nuñez)

“A imagem não é só a representação do que está fora, mas é também do que está dentro.” (Mateus Sá)

“O motor de toda criação é o prazer físico de ver - e a possibilidade de recriar o visto.” (Cristiano Mascaro)